Regiões Italianas
O território italiano está dividido, politicamente falando, em 20 regiões administrativas. Dessas 20 regiões, 5 são de Estatuto Especial e as demais de Estatuto Ordinário. Por sua vez, as regiões administrativas estão divididas em províncias. Ao todo, a Itália, hoje, possui 109 províncias, sendo que a região de Vale d'Aosta não possui províncias. 

As regiões administrativas italianas, por ordem alfabética, são: 

  1. Abruzzo;
  2. Basilicata;
  3. Calabria;
  4. Campania;
  5. Emilia-Romagna;
  6. Friuli-Venezia Giulia (estatuto especial);
  7. Lazio;
  8. Liguria;
  9. Lombardia;
  10. Marche;
  11. Molise;
  12. Piemonte;
  13. Puglia;
  14. Sardegna (estatuto especial);
  15. Sicilia (estatuto especial);
  16. Toscana;
  17. Trentino-Alto Adige (estatuto especial);
  18. Umbria;
  19. Valle d'Aosta (estatuto especial);
  20. Veneto.

Cada uma dessas regiões possui certa identidade cultural e autonomia política. Cada uma, também, possui a sua capital, assim como cada província possui a sua cidade sede, em geral, com o mesmo nome da província.

Dentro da administração política italiana, as regiões constituem o primeiro nível da subdivisão administrativa. Cada região italiana é um ente público dotado de autonomia, tanto política quanto administrativa, conforme sacionado pela Constituição da República Italiana. 

Dentro das regiões, existem outras subdivisões: a saber, as já citadas províncias, bem como as cidades metropolitanas, que apresentam-se no mesmo nível (províncias e cidades metropolitanas), que, por sua vez, estão divididas em "comuni" - o equivalente aos municípios brasileiros.

 

História

italia regioes bandeirasUma primeira definição do que, mais tarde, desenvolveu-se como as Regiões italianas, apresenta-se próximo aos anos imediatamente sucessivos à Unificação Italiana - ocorrida entre os anos de 1861 a 1871. Uma das primeiras preocupações do recém nascido Reino da Itália estava no temor que a descentralização, vista como algo que poderia causar a dissolução do Estado unitário recém constituído. Foi um período de atenção e de preocupação por parte das autoridades italianas, buscando uma centralização tanto administrativa quanto política.

Aos 20 de março de 1865, a chamada "Legge Ricasoli" (Lei de Ricasoli), de nr. 2248, trouxe mais disciplina aos entes administrativos locais na qualidade de províncias, circunscrições, mandatos e municípios. As províncias, de modo particular, configuram-se como "sede da descentralização administrativa central", tendo como chefe de governo o prefeito, funcionário nomeado pelo governo central para verificar se os atos dos entes locais correspondem às leis do Estado. Mais tarde, em 10 de fevereiro de 1889, o Decreto Real nr. 5921, asim como a lei nr. 269 de 21 de maio de 1908 e a lei nr. 149 de 4 de fevereiro de 1915 - conhecidos como Testos únicos das leis municipais e provinciais - passaram a garantir uma margem mais ampla quanto à descentralização administrativa.

Desse modo, ainda no chamado Reino da Itália, que perdurou até o dia 10 de junho de 1946, quando o regime monárquico é abolido em território italiano, a subdivisão administrativa máxima era a província, uma vez que as regiões não existiam como entes territoriais, apenas culturais.

Foi a partir de 1870, com o governo de Pietro Maestri, que se começaram os percursos atuais das conhecidas regiões italianas. As províncias começaram a ser reagrupadas em "circunscrições territoriais" ou "compartimentos", substituindo os compartimentos precedente que rastreavam os estados pré-unitários. O termo "região" teria, então, aparecido como substituto do termo "compartimento" pela primeira vez já no Anuário Estatístico Italiano de 1912.